sábado, 24 de junho de 2017

Vanda falcata var. 'Dohui'

Esta é uma bonita variedade da Vanda falcata, espécie que, anteriormente, era denominada Neofinetia falcata. Carateriza-se essencialmente pela suas hastes florais ligeiramente mais altas e pelo tom levemente rosado na extremidade das sépalas e no esporão. Contudo, tal como a espécie tipo, mantem um forte e agradável perfume, sobretudo ao cair do dia e durante a noite.

Família: Orchidaceae         Género: Vanda         Espécie: falcata        var. 'Dohui'

Habitat natural: Espécie epífita de crescimento monopodial, tratando de uma planta miniatura, originária de regiões frias do Japão, da Coreia e das ilhas Ryukyu, desenvolvendo-se localmente em habitas sombreados.





Cultivo: Deve, preferencialmente, ser cultivada em pequeno cesto, em substrato para epífitas de média e grossa granulometria, um pouco à semelhança de algumas outras espécies de Vanda. Ambiente temperado, podendo descer até aos 10 graus ou um pouco mais abaixo, durante o Inverno. Aprecia um elevado teor de humidade, local bem ventilado e com boa luminosidade, mas sombreado, sobretudo no Verão.
Programa de regas e fertilizações muito semelhante a todas as vandáceas, sem nunca deixar desidratar a planta.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Paphiopedilum acmodontum

O Paphiopedilum acmodontum é uma espécie de pequeno a médio porte, cujas folhas têm a forma elíptica-oblonga e são marmoreadas, compostas pelos seus belos tons de verde amarelado, misturado com verde mais intenso, o que, por si só, já é uma mais valia para esta espécie. A sua haste floral é composta por uma única flor, bem elevada acima da planta, que se destaca pelo seu belo e singular colorido.

Família: Orchidaceae         Género: Paphiopedilum        Espécie: acmodontum

Habitat natural: Espécie terrestre, endémica das Filipinas,  desenvolvendo-se em florestas quentes e húmidas, até aos 1000 metros de altitude, em locais geralmente sombreados.




Cultivo: É uma das espécies do género Paphiopedilum mais exigentes no que toca a temperaturas. Sendo proveniente de climas quentes e húmidos, não suporta temperaturas baixas, pelo que o seu cultivo deverá ser feito em ambientes cujas temperaturas mínimas não desçam abaixo dos 14 graus, podendo, por períodos não muito prolongados de tempo, suportar temperaturas ligeiramente inferiores (12 graus).
Esta planta é cultivada na minha estufa aquecida, em ambiente bem sombreado, bem arejado e com elevado grau de humidade.
Utilizo um vaso médio (cerca de 10 cm de diâmetro) e um substrato composto por uma mistura de casca de pinheiro média, argila expandida e perlite. Sempre que este denote sinais de degradação (encharcamentos permanentes...) deverá ser substituído por um novo.
Regas necessárias para manter o substrato sempre ligeiramente húmido, adequando número de regas às diferentes condições climatéricas ao longo do ano.
Utilizo o fertilizante Akerne Rain Mix, com duas aplicações por semana, sempre em doses de baixa concentração. Durante o Inverno deixo de fertilizar.

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bulbophyllum sikkimense

O Bulbophylum sikkimense é uma espécie miniatura com pequeníssimos pseudobulbos ovalados, ligeiramente achatados,  com folhas curtas e carnudas (cerca de 5 cm), ovaladas lanceoladas. As inflorescências são compostas por diversas flores, belamente dispostas em forma de umbela.

Família: Orchidaceae        Género: Bulbophyllum        Espécie: sikkimense

Habitat natural: Desenvolve-se, no seu estado natural, como uma planta epífita, nas encostas de florestas de baixa altitude, entre os 300 e os 500 metros, no Estado de Sikkim, no Nordeste da Índia.





Cultivo: Sendo uma espécie de zonas de baixa altitude, deve ser cultivada em estufa aquecida durante o Inverno, mantendo as temperaturas mínimas sempre acima dos 12 graus. O ambiente deve ter, constantemente, um elevado grau de humidade, ser bem sombreado e com bom arejamento.
Utilizo um vaso pequeno (cerca de 8 cm de diâmetro) e uma mistura maioritariamente composta por casca de pinheiro fina e média, alguma argila expandida e alguma perlite.
Rego de forma a manter o substrato húmido durante todo o ano, sem encharcar, regulando a periodicidade das regas conforme condições de cada estação.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, em doses pouco concentradas (metade da dose prescrita), deixando de fertilizar durante todo o Inverno.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Maxillaria meleagris

A Maxillaria meleagris é uma espécie de pequeno a médio porte, cujas flores apresentam cores invulgares, destacando-se o seu belo labelo, com um agradável aroma a coco, algo intenso. Os pequenos pseudobulbos têm forma elipsoide/ovoide, ligeiramente achatados, portadores de uma única folha apical, linear-lanceolada e meio coriácea.  As inflorescências singulares surgem da base  dos novos pseudobulbos, geralmente em grupos, que abrem quase simultaneamente.

Família: Orchidaceae         Género: Maxillaria        Espécie: meleagris

Habitat natural: É uma planta epífita, que se desenvolve em habitas de média e elevada altitude, entre os 1500 e os 2500 metros, em florestas tropicais, com elevado grau de humidade, do México e da Guatemala.




Cultivo: É cultivada todo o ano na estufa temperada-quente, em ambiente sombreado, bem arejado e com elevado grau de humidade.
Utilizo um vaso pequeno (cerca de 10 cm de diâmetros) e um substrato composto essencialmente por casca de pinheiro média, alguma argila expandida e alguma perlite.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido, nunca deixando encharcar. Quando este apresentar sinais de degradação deve ser mudado.
Fertilizo duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração, utilizando o Akerne Rain Mix. No Inverno deixo de aplicar fertilizações e reduzo drasticamente as regas.
Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cattleya briegeri

Esta tem sido uma época fantástica para as Cattleya rupícolas, tendo esta espécie florido pela primeira vez. A Cattleya briegeri é uma planta de pequeno porte, com pseudobulbos cilíndricos e suportando cada um apenas uma folha ovalada-lanceolada e coriácea. As hastes florais sobressaem-se muito acima do resto da planta e podem possuir um número variável de flores amarelo vivo e com uma mácula vermelha no hipoquilo.

Família: Orchidaceae          Género: Cattleya          Espécie: briegeri




Habitat natural: Habita sobre as rochas, em  pequenas fissuras e ou fendas, em espaços abertos, apanhando sol durante uma boa parte do dia. É nativa de zonas montanhosas, à volta dos 1400 metros de altitude, do Brasil.

Cultivo: Tal como todas as outras rupícolas, esta também está cultivada num pequeno vaso (cerca de 8 a 10 cm de diâmetro), num substrato composto maioritariamente por uma mistura à base de pequenos bocados de rocha granítica e de rocha com alto teor de ferro, alguma argila expandida e alguma casca de pinheiro grossa.
O ambiente é  temperado, com elevado grau de humidade, bem ventilado e com excelente luminosidade, apanhando algum sol direto a partir do meio da tarde.
Rego com alguma frequência durantes as estações mais quentes e secas, deixando contudo secar entre regas. Respeito um acentuado período de descanso durante o Inverno, deixando de regar quase totalmente, nessa estação do ano.
Aplico o fertilizante Akerne Rain Mix em quase todas as regas, sempre com doses de baixa concentração (adiciono apenas metade ou menos de metade da dose indicada pelo fornecedor) e deixo de fertilizar durante o Inverno.

https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cattleya kettieana

A Cattleya kettieana é uma encantadora miniatura, cujo dimensão total não ultrapassa os 6 a 8 cm. É uma planta composta por pequenos pseudobulbos piriformes, de cerca de 2 cm, encimados por uma folha coriácea, lanceolada e de cor avermelhada, com  5 a 6 cm de comprimento e 1 cm de largura. A haste floral sobressai acima da planta, podendo comportar de 1 a 5 flores, de 3 a 4 cm, belamente  colorida de tons suaves.

Família: Orchidaceae           Género: Cattleya          Espécie: kettieana




Habitat natural: Espécie litófila, que cresce sobre as fendas da rochas, em espaços abertos e de altitudes elevadas, que podem oscilar entre 1500 e os 2000 metros. Estes habitats de montanha têm verões quentes e húmidos e invernos frios e secos. É mais uma do grupo das rupícolas, nativa no Estado de Minas Gerais, no Brasil.

Cultivo: É cultivada num vaso com cerca de 8 cm de diâmetro, em substrato composto maioritariamente por pedaços de granito azul (30 a 40%), pedaços de pedra com elevada percentagem de ferro (20% a 30 %), argila expandida (10 a 20%) e casca de pinheiro (10 a 20%). O tamanho dos pedaços de todos os componentes do substrato devem rondar os 2 a 3 cm.
O ambiente de cultivo é temperado, podendo também ser frio, bem arejado, com excelente luminosidade, devendo mesmo apanhar algum  sol direto durante uma parte do dia. Este tem ainda um elevado grau de humidade nas estações mais quentes do ano. No Inverno requer um prolongado período de repouso, com ambiente frio e seco.
Deve-se respeitar um curto período de seca entre regas e no Inverno suspendê-las quase totalmente.
Aplico fertilizações com o Akerne Rain Mix, em doses de baixa concentração, duas vezes por semana, suspendendo estas durante todo o Inverno.

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Maxillaria ochroleuca

Mais uma floração abundante da Maxillaria  ochroleuca, que se destaca pelo seu maravilhoso perfume (que "inunda" toda a estufa),  pela elegância e pela delicadeza das suas flores. Embora, como todas as espécies deste género, apresente apenas uma flor por haste, a quantidade de flores é exuberante, formando tufos compactos.

Família: Orchidaceae      Género: Maxillaria     Espécie: ochroleuca





Habitat de origem: Espécie de médio porte que se desenvolve de forma epífita ou litófila, nas florestas de baixa ou média altitude, entre os 200 e os 1800 metros, no Brasil, no Equador, na Colômbia e na Venezuela.

Cultivo: Vaso médio em substrato para epífitas (casaca de pinheiro fina e média, argila expandida e perlite).
Está na estufa temperada/quente, em ambiente sombreado, bem ventilado e com alto teor de humidade.
Rego de forma a manter o substrato sempre húmido. Fertilizo uma a duas vezes por semana (Akerne Rain Mix). Suspenso as fertilizações no Inverno.